quarta-feira, 13 de maio de 2009

Telejornal

Estava eu a ver o telejornal sem som, eis que não quando deparo-me com uma notícia em que vejo Fátima e um conjunto enorme de lenços brancos. Pensei imediatamente, este país está perdido. O Fátima vai subir de divisão. Está em primeiro da II Divisão série C com 47 pontos mais 14 que o segundo classificado o Tourizense. Tem 26 golos marcados e apenas 9 sofridos. Coloquei som na Tv e afinal era qualquer coisa católica, que não sei muito bem explicar. Parece que apareceu uma senhora em cima de uma oliveira há uns anos atrás que contou uns segredos a uns putos. Há quem ache isso extraordinário (há tolos para tudo). Fiquei aliviado em saber que o lugar de Rui Vitória está a salvo no comando técnico desta potência do futebol da zona central de Portugal.
O facto de ter aumentado o volume da televisão foi um facto positivo uma vez que fui mesmo a tempo de saber que o gerente do Pingo Doce vende Xalxichas, seja lá o que isso é.
Fiquem bem!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Nas compras

(que tristes)
As pessoas têm hábitos muito estranhos quando vão às compras. Se não concordam comigo sigam o meu raciocínio. Já viram alguém a comprar champô ou gel de banho. A formula é sempre a mesma, a pessoa olha para a marca, pega no frasco, abre a tampa e encosta ao nariz, depois aperta o frasco. Este comportamento além de extremamente suicida, porque muitas vezes o resultado é trazer meio frasco nas narinas, é também muito estranho porque o resultado é sempre o mesmo: "Cheira a champô."
A superar este comportamento só mesmo quem compra fruta. Pegar; dar uns socos e ouvir o barulho atentamente; apertar; e finalmente cheirar. "-É um melão. Tenho a certeza. Costumo confundir sempre o melão com uma resma de papel."
Digam lá se não é verdade. Enviem outras excentridades.
Fiquem bem.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Mentem com quantos dentes têm

Há profissões que são mais propensas a mentir que outras. De seguida vou apresentar uma lista com algumas das profissões mais mentirosas do mundo, seguindo-se algumas das mentiras que os mesmos proferem.

1- Político: "Quando for eleito eu prometo..."

2- Vendedor de automóveis: "O carro quase não era usado. Era de uma velhinha que o tinha sempre na garagem."

3- Bancário: "O seu dinheiro está perfeitamente seguro, não se preocupe, aplique."

4- Vendedor de roupa: "Fica-lhe mesmo bem. Parece que foi feito para si. Até o faz mais magro. Eu levava."

5- Taxista: "Não! Por aqui é mais perto."

6- Astrólogo: "Acredite em mim!"

7- Trolha/Canalizador/Empreiteiro: "Segunda-feira estou aí. Não se preocupe"

8- Prostituta: "Aí querido que bom!"

9- Agente de Viagens: "Foi o melhor hotel em que já fiquei."

10- Parteira: "Não se preocupe não vai custar nada."

Não se esqueçam de comentar. É possível que me tenha esquecido de alguma.
Fiquem bem.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Sem solução


Por vezes somos colocados em situações que não têm solução e às quais somos completamente alheios. Num qualquer jantar por vezes a pessoa imediatamente à nossa frente fica com comida entre os dentes (couve, alface, espinafre, ...), causando-nos um embaraço social enorme. Como resolver este impasse sem ser crucificado. A meu ver não há solução a não ser que o "pentelho verde" siga o seu caminho natural no trato digestivo por obra e graça do Espírito Santo. Porque só mesmo um milagre para resolver isto.
A tirada:
- Tens uma cena verde nos dentes. - indicando simultaneamente com o dedo a apontar para a boca.
NÃO RESULTA.
Vamos marcar para sempre a pobre criatura que gosta de salada, já para não falar no polimento dentário a que a vamos sujeitar. Sim, porque aquela língua não terá descanso tão cedo. Ainda por cima vamos ser julgados de insensíveis, com fraco tacto social e provavelmente não seremos convidados para um jantar até à chegada do próximo salvador que livrará toda a humanidade dos seus pecados (incluindo este descuido).
Tentar ignorar é escusado. NÃO RESULTA. Aquele simples vegetal é um íman ocular. Não vamos conseguir tirar de lá os olhos, da mesma maneira que não conseguimos tirar os olhos de uma moeda que tenha caído ao chão. Resultado, não somos capazes de seguir a conversa e a nossa cabeça vai parecer telecomandada, realizando movimentos involuntários.
Limpar os nossos próprios dentes na tentativa de induzir uma resposta involuntária na pessoa à nossa frente, também tem consequências desastrosas. Em primeiro lugar NÃO RESULTA. Depois o barulho asqueroso que fazemos (nhac, tchric, ...) para chamar a atenção vai traduzir-se em comportamentos anti-sociais com a consequente exclusão social, como se fossemos leprosos.
Em cima disto tudo rezem para que o "tapete verde" esteja mesmo preso entre os dentes. Porque se ele estiver solto e de cada vez que a boca se abre ele aparecer num local diferente, como por magia, nada do que disse tem importância pois o nosso corpo ganha vida própria e tudo é involuntário. Somos incapazes de raciocinar, e o mais provável é fazer todas as coisas descritas acima simultaneamente. Neste caso nem o próximo salvador poderá fazer nada por nós. Estamos permanentemente excomungados de jantares sociais e teremos de comer sozinhos para o resto da vida.
Aqueles que já passaram por isto, sabem do que estou a falar. Para quem não está a perceber nada, dêem graças a Deus e vão imediatamente acender uma velinha na igreja mais próxima.
Fiquem bem.

F.C. Porto Vs Man United (2ª mão)

Quanto a este jogo só tenho a dizer uma coisa: "Há pessoas de mau carácter." Todos sabemos que estava combinado que não valia "estilhos". Se a bola fosse minha tinha-me ido logo embora.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Às vezes mais vale não perguntar

Por vezes ouvimos aquilo que não queremos, pelo que temos que ter cuidado com o que perguntarmos. Eu como professor tenho tendência natural para ouvir disparates frequentemente, quer pergunte ou não. O episódio que vos relato hoje é típico da zona onde lecciono.
Com os meus olhos de lince reparo no dedo todo ligado de um aluno, pelo que pergunto:
- Que te aconteceu ao dedo rapaz?
A resposta foi pronta.
- Foi uma aposta.
Não tenho palavras para descrever o conjunto de movimentos que fiz com a cara, mas podem tentar imaginar.
A expressão que me vem à cabeça é "dassssssssse ca burro", obviamente que não a disse mas fiz a minha cara de professor desiludido com o disparate do seu pupilo.
Fiquem bem.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Uma injustiça

Venho desta forma denunciar uma injustiça televisiva que está a passar em claro nos meios de comunicação social.
O que se passa é o seguinte, o aparecimento de um menino de óculos redondos e que consegue fazer magia, está a empurrar, outro menino que é sistematicamente esquecido em casa, do dia do nascimento de Jesus para a sua ressurreição. O que quero dizer com isto é que o filme em que um menino é deixado em casa pela sua desnaturada família deixou de dar no Natal e passa a dar na Páscoa. Tudo isto porque o rapaz que derrotou aquele-que-nós-sabemos-mas-cujo-o-nome-não-deve-ser-pronunciado-pois-dá-azar-e-podem-acontecer-coisas-más-a-quem-o-disser-pois-tem-uma-maldição-e-tal, apareceu e chamou a si o protagonismo pois julga-se muito importante. Já não chega o outro miúdo ser ostracizado pela família, ter problemas com o tribunal de menores, ter passado uma temporada na Casa Pia, tem que ser agora relegado para a altura em que Jesus foi chacinado.
Digo-vos que as rabanadas já não têm o mesmo sabor. Estar a comer sem ter um gordito a ter a cabeça queimada por um maçarico não é a mesma coisa.
Acho que devia organizar uma petição online para o Sozinho em casa regressar ao Natal.
Fiquem bem.