sábado, 23 de maio de 2009

Contrato social

Há um conjunto de contratos sociais a que toda a gente obedece sem pensar muito. Eu consigo pensar nalgumas razões pelas quais podemos rescindir estes contratos unilateralmente e sem possibilidade de chegar a um acordo.
É consensual que as pessoas quando se encontram se cumprimentem. Eu também pensava assim. Quando encontramos uma senhora damos dois beijinhos, num senhor um aperto de mão(vejo a questão do lado masculino, as mulheres dão sempre beijinhos). Isto é tudo muito bonito até encontrarmos alguém que ao cumprimentar dê beijos com os lábios (e um bocado de língua, calculo) em cheio na face, deixando aquela sensação de frescura que ultrapassa o after-shave. Isto quebra o contrato social estabelecido, pois se o intuito do cumprimento é iniciar uma conversação, este beijo faz o oposto. A pessoa beijada não vai conseguir verbalizar nada pois estará a pensar em quando poderá limpar a cara, começando no ombro e terminando na ponta da manga com um sonoro: YAC!
O mesmo se passa com os atrasados mentais que sofrem de hiperidrose (suam muito, para os incultos) que insistem em dar apertos de mão. Tudo começa com um:
- Tás bom?
Termina com a pessoa apanhada desprevenida a apertar uma mão que mais parece uma língua de um camelo. O simples facto de que não podemos esboçar a mesma cara que faríamos se apertássemos mesmo a língua de um camelo, merece um Óscar. Escusado será dizer que sentimos uma vontade de esfregar aquela mão nas calças... Estas pessoas deviam fazer como os mecânicos estender o coto.
Fiquem bem.

Paradoxo Histórico


Reza a lenda que essa tão apreciada iguaria italiana, a pizza, surgiu em tempos de crise. O povo, passando necessidades, decidiu utilizar o pão velho em conjunto com alguns ingredientes dispersos por cima, que depois levaria ao forno, para matar a fome. O que eu não consigo perceber é como é que estes inergumenos, que estavam a passar fome, DEIXAVAM O PÃO FICAR VELHO. Parece-me que existe aqui uma falha qualquer.
Fazia sentido por exemplo 2 Russos que andavam à caça terem-se perdido, andarem mais de um mês no meio do mato coberto de neve, estarem absolutamente famintos e depois de já terem comido 2 dos seus próprios dedos congelados dizerem:
- Brescovic adev ak ivol meck et orvach!
Que é como quem diz:
- E se a gente comesse aquelas ovas de peixe cruas!
E TCHARAM surge o caviar. Uma história destas eu consigo engolir. Já a da pizza deixa um pouco a desejar. Ponham isso em pratos limpos.
Arrivederci!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Problema arquitetónico


Quero deixar aqui uma sugestão que irá resolver muitos problemas judiciais em Portugal. Proponho que todos os edifícios da Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública, Polícia Judiciária, ... sejam construções de um piso só. Perguntam vocês: "Em que medida é que isso resolve problemas judiciais?". Perguntam muito bem. Aqui o maior passa a explicar. Pelos vistos há uma tendência natural para as pessoas que são interrogadas nestes locais, à saída caírem pelas escadas a baixo. Não sei se os degraus são muito curtos ou se a senhora da limpeza não tem mais que fazer que não seja encerar os degraus. O que é certo é que continuam pessoas a cair por lá abaixo e magoam-se de verdade, até parece que levaram uma coça dos agentes da autoridade. Que mau aspecto. Ponham tudo plano é terminam os problemas. Acreditem em mim. Bom fim-de-semana. Fiquem bem.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Telejornal

Estava eu a ver o telejornal sem som, eis que não quando deparo-me com uma notícia em que vejo Fátima e um conjunto enorme de lenços brancos. Pensei imediatamente, este país está perdido. O Fátima vai subir de divisão. Está em primeiro da II Divisão série C com 47 pontos mais 14 que o segundo classificado o Tourizense. Tem 26 golos marcados e apenas 9 sofridos. Coloquei som na Tv e afinal era qualquer coisa católica, que não sei muito bem explicar. Parece que apareceu uma senhora em cima de uma oliveira há uns anos atrás que contou uns segredos a uns putos. Há quem ache isso extraordinário (há tolos para tudo). Fiquei aliviado em saber que o lugar de Rui Vitória está a salvo no comando técnico desta potência do futebol da zona central de Portugal.
O facto de ter aumentado o volume da televisão foi um facto positivo uma vez que fui mesmo a tempo de saber que o gerente do Pingo Doce vende Xalxichas, seja lá o que isso é.
Fiquem bem!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Nas compras

(que tristes)
As pessoas têm hábitos muito estranhos quando vão às compras. Se não concordam comigo sigam o meu raciocínio. Já viram alguém a comprar champô ou gel de banho. A formula é sempre a mesma, a pessoa olha para a marca, pega no frasco, abre a tampa e encosta ao nariz, depois aperta o frasco. Este comportamento além de extremamente suicida, porque muitas vezes o resultado é trazer meio frasco nas narinas, é também muito estranho porque o resultado é sempre o mesmo: "Cheira a champô."
A superar este comportamento só mesmo quem compra fruta. Pegar; dar uns socos e ouvir o barulho atentamente; apertar; e finalmente cheirar. "-É um melão. Tenho a certeza. Costumo confundir sempre o melão com uma resma de papel."
Digam lá se não é verdade. Enviem outras excentridades.
Fiquem bem.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Mentem com quantos dentes têm

Há profissões que são mais propensas a mentir que outras. De seguida vou apresentar uma lista com algumas das profissões mais mentirosas do mundo, seguindo-se algumas das mentiras que os mesmos proferem.

1- Político: "Quando for eleito eu prometo..."

2- Vendedor de automóveis: "O carro quase não era usado. Era de uma velhinha que o tinha sempre na garagem."

3- Bancário: "O seu dinheiro está perfeitamente seguro, não se preocupe, aplique."

4- Vendedor de roupa: "Fica-lhe mesmo bem. Parece que foi feito para si. Até o faz mais magro. Eu levava."

5- Taxista: "Não! Por aqui é mais perto."

6- Astrólogo: "Acredite em mim!"

7- Trolha/Canalizador/Empreiteiro: "Segunda-feira estou aí. Não se preocupe"

8- Prostituta: "Aí querido que bom!"

9- Agente de Viagens: "Foi o melhor hotel em que já fiquei."

10- Parteira: "Não se preocupe não vai custar nada."

Não se esqueçam de comentar. É possível que me tenha esquecido de alguma.
Fiquem bem.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Sem solução


Por vezes somos colocados em situações que não têm solução e às quais somos completamente alheios. Num qualquer jantar por vezes a pessoa imediatamente à nossa frente fica com comida entre os dentes (couve, alface, espinafre, ...), causando-nos um embaraço social enorme. Como resolver este impasse sem ser crucificado. A meu ver não há solução a não ser que o "pentelho verde" siga o seu caminho natural no trato digestivo por obra e graça do Espírito Santo. Porque só mesmo um milagre para resolver isto.
A tirada:
- Tens uma cena verde nos dentes. - indicando simultaneamente com o dedo a apontar para a boca.
NÃO RESULTA.
Vamos marcar para sempre a pobre criatura que gosta de salada, já para não falar no polimento dentário a que a vamos sujeitar. Sim, porque aquela língua não terá descanso tão cedo. Ainda por cima vamos ser julgados de insensíveis, com fraco tacto social e provavelmente não seremos convidados para um jantar até à chegada do próximo salvador que livrará toda a humanidade dos seus pecados (incluindo este descuido).
Tentar ignorar é escusado. NÃO RESULTA. Aquele simples vegetal é um íman ocular. Não vamos conseguir tirar de lá os olhos, da mesma maneira que não conseguimos tirar os olhos de uma moeda que tenha caído ao chão. Resultado, não somos capazes de seguir a conversa e a nossa cabeça vai parecer telecomandada, realizando movimentos involuntários.
Limpar os nossos próprios dentes na tentativa de induzir uma resposta involuntária na pessoa à nossa frente, também tem consequências desastrosas. Em primeiro lugar NÃO RESULTA. Depois o barulho asqueroso que fazemos (nhac, tchric, ...) para chamar a atenção vai traduzir-se em comportamentos anti-sociais com a consequente exclusão social, como se fossemos leprosos.
Em cima disto tudo rezem para que o "tapete verde" esteja mesmo preso entre os dentes. Porque se ele estiver solto e de cada vez que a boca se abre ele aparecer num local diferente, como por magia, nada do que disse tem importância pois o nosso corpo ganha vida própria e tudo é involuntário. Somos incapazes de raciocinar, e o mais provável é fazer todas as coisas descritas acima simultaneamente. Neste caso nem o próximo salvador poderá fazer nada por nós. Estamos permanentemente excomungados de jantares sociais e teremos de comer sozinhos para o resto da vida.
Aqueles que já passaram por isto, sabem do que estou a falar. Para quem não está a perceber nada, dêem graças a Deus e vão imediatamente acender uma velinha na igreja mais próxima.
Fiquem bem.