quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Caridade

O que me faz escrever hoje deriva do facto de ter ido à praia. Esta simples tarefa de lazer fez-me pensar na necessidade de praticar caridade. Parece difícil ver a relação, mas passo a explicar. Enquanto estava para ali estendido que nem uma sardinha nas brasas, uma mosca, vinda do inferno, não parou de me azucrinar o corpo. Por mais que tentasse dormir ou relaxar aquela mosca parecia a Nereida e eu o Cristiano Ronaldo, não me deixava em paz. Qualquer que fosse o músculo onde ela parasse, eu era obrigado a contraí-lo. Concluí-se facilmente, que é preciso desistir completamente da vida para ficar com a cara cheia de moscas e não se mexer para as impedir de lá ficarem.
Assim quando virem aquela menina com óculos de fundo de garrafa a tentar vender um peluche qualquer para a caridade não faça como de costume: não se esconda atrás de outras pessoas, não finja que não ouve, não acene com a cabeça, não diga "não obrigado", ...
Pergunte antes: - É para ajudar aqueles meninos que têm moscas nos olhos?
Se for dê uma moedinha, se não for esconda-se atrás de alguém fingindo que não ouve, ao mesmo tempo que acena com a cabeça e diz "Não obrigado!".
Fiquem bem!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Agora que penso nisso...


Hoje fui ao super mercado comprar peixe. Escolhi umas douradas que indiquei à senhora para pesar. Depois de as pesar a senhora perguntou:
- Quer que as arranje?
Fod#&%, não sabia que estavam estragadas, ou tinha escolhido outras................
A escolha acertada de palavras seria: "Quer que as prepare?".
Quando fui pagar a menina que estava a fazer a minha conta ao ver uma embalagem de abóbora congelada perguntou:
- Onde encontrou isso? Andei à procura e não consegui ver.
Resposta inteligente:
- Na zona dos congelados. Estava dentro de uma das arcas.
Agora que penso nisso não sei se foi mais cretina a pergunta ou a resposta. O que é que a senhora esperava que eu dissesse:
- Estava na zona das bolachas por detrás das Chipmix, de pacote amarelo. Por detrás das de pacote azul está o azeite Galo. Não confunda.
Fiquem bem!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Há cada uma

Para os atentos leitores, já sabem que tenho o hábito de apontar o óbvio no quotidiano das pessoas. Hoje decidi falar de um novo costume português. Que o povo Luso tem a mania de coçar o ouvido interno com as chaves do carro não é novidade, que gosta de cuspir para o chão toda a gente sabe, que não perde a oportunidade de mandar um piropo é de senso comum, que pensa que a ignição do carro é meter o dedo no nariz e que o carro não anda de outra forma também já toda a gente reparou. Podia continuar nisto o resto do dia. Mas parece-me que há um vício novo. Reparei nele recentemente quando ia no meu carro. O Zé Povinho quando está a executar uma ultrapassagem realiza sempre o mesmo conjunto de movimentos.
- (algumas vezes) Verifica se pode ultrapassar em segurança.
- Mete uma mudança a baixo e inicia a ultrapassagem, sem dar o pisca(ninguém precisa de saber para onde eu vou, eu é que mando em mim e dou o pisca se quiser, e não quero).
- Quando está mesmo ao lado do carro ultrapassado realiza este subtil movimento, gira a cabeça para a direita (ao mesmo tempo que tira o dedo do nariz) olhando para o condutor do outro carro.
Haja uma alma caridosa que me explique isto. Para que é que ele olha para o outro carro. Será que quer dizer: Olha a minha grande máquina? - Não me parece, pois toda a gente o faz, nem que guie um Fiat Uno de 1956 a cair de podre. Será que quer mostrar que é um bom condutor? Também não me parece, ele nem sequer deu o pisca...
Por mais voltas que dê a mioleira não consigo arranjar uma explicação para aquele olhar inexpressivo de 2 segundos. Se alguém tiver uma ideia por favor partilhe na zona dos comentários. A humanidade ficará grata.
Fiquem bem

sábado, 23 de maio de 2009

Contrato social

Há um conjunto de contratos sociais a que toda a gente obedece sem pensar muito. Eu consigo pensar nalgumas razões pelas quais podemos rescindir estes contratos unilateralmente e sem possibilidade de chegar a um acordo.
É consensual que as pessoas quando se encontram se cumprimentem. Eu também pensava assim. Quando encontramos uma senhora damos dois beijinhos, num senhor um aperto de mão(vejo a questão do lado masculino, as mulheres dão sempre beijinhos). Isto é tudo muito bonito até encontrarmos alguém que ao cumprimentar dê beijos com os lábios (e um bocado de língua, calculo) em cheio na face, deixando aquela sensação de frescura que ultrapassa o after-shave. Isto quebra o contrato social estabelecido, pois se o intuito do cumprimento é iniciar uma conversação, este beijo faz o oposto. A pessoa beijada não vai conseguir verbalizar nada pois estará a pensar em quando poderá limpar a cara, começando no ombro e terminando na ponta da manga com um sonoro: YAC!
O mesmo se passa com os atrasados mentais que sofrem de hiperidrose (suam muito, para os incultos) que insistem em dar apertos de mão. Tudo começa com um:
- Tás bom?
Termina com a pessoa apanhada desprevenida a apertar uma mão que mais parece uma língua de um camelo. O simples facto de que não podemos esboçar a mesma cara que faríamos se apertássemos mesmo a língua de um camelo, merece um Óscar. Escusado será dizer que sentimos uma vontade de esfregar aquela mão nas calças... Estas pessoas deviam fazer como os mecânicos estender o coto.
Fiquem bem.

Paradoxo Histórico


Reza a lenda que essa tão apreciada iguaria italiana, a pizza, surgiu em tempos de crise. O povo, passando necessidades, decidiu utilizar o pão velho em conjunto com alguns ingredientes dispersos por cima, que depois levaria ao forno, para matar a fome. O que eu não consigo perceber é como é que estes inergumenos, que estavam a passar fome, DEIXAVAM O PÃO FICAR VELHO. Parece-me que existe aqui uma falha qualquer.
Fazia sentido por exemplo 2 Russos que andavam à caça terem-se perdido, andarem mais de um mês no meio do mato coberto de neve, estarem absolutamente famintos e depois de já terem comido 2 dos seus próprios dedos congelados dizerem:
- Brescovic adev ak ivol meck et orvach!
Que é como quem diz:
- E se a gente comesse aquelas ovas de peixe cruas!
E TCHARAM surge o caviar. Uma história destas eu consigo engolir. Já a da pizza deixa um pouco a desejar. Ponham isso em pratos limpos.
Arrivederci!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Problema arquitetónico


Quero deixar aqui uma sugestão que irá resolver muitos problemas judiciais em Portugal. Proponho que todos os edifícios da Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública, Polícia Judiciária, ... sejam construções de um piso só. Perguntam vocês: "Em que medida é que isso resolve problemas judiciais?". Perguntam muito bem. Aqui o maior passa a explicar. Pelos vistos há uma tendência natural para as pessoas que são interrogadas nestes locais, à saída caírem pelas escadas a baixo. Não sei se os degraus são muito curtos ou se a senhora da limpeza não tem mais que fazer que não seja encerar os degraus. O que é certo é que continuam pessoas a cair por lá abaixo e magoam-se de verdade, até parece que levaram uma coça dos agentes da autoridade. Que mau aspecto. Ponham tudo plano é terminam os problemas. Acreditem em mim. Bom fim-de-semana. Fiquem bem.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Telejornal

Estava eu a ver o telejornal sem som, eis que não quando deparo-me com uma notícia em que vejo Fátima e um conjunto enorme de lenços brancos. Pensei imediatamente, este país está perdido. O Fátima vai subir de divisão. Está em primeiro da II Divisão série C com 47 pontos mais 14 que o segundo classificado o Tourizense. Tem 26 golos marcados e apenas 9 sofridos. Coloquei som na Tv e afinal era qualquer coisa católica, que não sei muito bem explicar. Parece que apareceu uma senhora em cima de uma oliveira há uns anos atrás que contou uns segredos a uns putos. Há quem ache isso extraordinário (há tolos para tudo). Fiquei aliviado em saber que o lugar de Rui Vitória está a salvo no comando técnico desta potência do futebol da zona central de Portugal.
O facto de ter aumentado o volume da televisão foi um facto positivo uma vez que fui mesmo a tempo de saber que o gerente do Pingo Doce vende Xalxichas, seja lá o que isso é.
Fiquem bem!